Agência de notícias Associated Press vai tentar "proteger" seu conteúdo (reprodução/AP)
Muitos editores e executivos de mídia pré-web não entendem direito como lidar com conteúdo online. Na verdade, ninguém entende 100%, já que este é um campo em formação.
No início, havia dificuldades técnicas para publicar conteúdo: basicamente, era preciso escrever em HTML e fazer upload de arquivo por arquivo na mão (por aqui, nem faz tanto tempo. Tem lugar onde isso ainda é feito!).
Esse trabalho dispendioso fez os executivos pensarem que todas as empresas sofreriam com o problema. Assim, eles só teriam concorrência de grandes companhias, que poderiam custear isso.
Descartando a concorrência de empresas menores ou fora da área de notícias, não foram criativos para inovar em como lidar com conteúdo.
Empresas com melhor tecnologia e criatividade saíram e continuam na frente.
Faz sentido. Principalmente levando em conta que há empresas de mídia acordando só agora para o fato de que na web todos são concorrentes.
Eles anunciaram o lançamento de um novo formato de notícias que protegeria seu copyright, além de melhorar a indexação. Para isso, vão usar microformatos.
Basicamente, são marcações especiais no código HTML. Como enriquecedor semântico do conteúdo, é uma boa iniciativa (com pouca novidade: o New York Times, por exemplo, trabalha com isso desde 2007). Mas como proteção? Bastaria dar um Ctrl C Ctrl V num editor de textos e copiar de novo o trecho, para tirar toda marcação oculta!
A novidade tem causado repercussão nos blogs especializados:
O curioso é que mesmo os especialistas parecem não ter entendido que essa é uma proteção que não protege, comparando a tecnologia com sistemas de DRM. São coisas diferentes.
Independente da tecnologia, o fato de a empresa divulgar a novidade com uma hostilidade frontal a blogueiros e usuários de mídia social — como se estivéssemos roubando as notícias que linkamos — mostra como a empresa vê a web.
Executivos não entendem web
Agência de notícias Associated Press vai tentar "proteger" seu conteúdo (reprodução/AP)
Muitos editores e executivos de mídia pré-web não entendem direito como lidar com conteúdo online. Na verdade, ninguém entende 100%, já que este é um campo em formação.
No caso de editores e executivos de notícias, há uma teoria interessante sobre o início da confusão. Robert Niles, do Online Jounalism Review, afirma que a cultura inicial do jornalismo online afetou de modo negativo o modo como empresas de notícias encaram a web. [via E-Media Tidbits | How Early Newspaper-to-Web Technology Crippled News Industry's Thinking]
Resumindo a teoria:
Faz sentido. Principalmente levando em conta que há empresas de mídia acordando só agora para o fato de que na web todos são concorrentes.
Associated Press contra os blogs
A agência de notícias Associated Press deu um exemplo fresquinho de como pode não estar entendendo bem as tecnologias da web. [Wired | Epicenter | AP Doesn’t Know Its Protection Tech Doesn’t Protect]
Eles anunciaram o lançamento de um novo formato de notícias que protegeria seu copyright, além de melhorar a indexação. Para isso, vão usar microformatos.
Basicamente, são marcações especiais no código HTML. Como enriquecedor semântico do conteúdo, é uma boa iniciativa (com pouca novidade: o New York Times, por exemplo, trabalha com isso desde 2007). Mas como proteção? Bastaria dar um Ctrl C Ctrl V num editor de textos e copiar de novo o trecho, para tirar toda marcação oculta!
A novidade tem causado repercussão nos blogs especializados:
O curioso é que mesmo os especialistas parecem não ter entendido que essa é uma proteção que não protege, comparando a tecnologia com sistemas de DRM. São coisas diferentes.
Independente da tecnologia, o fato de a empresa divulgar a novidade com uma hostilidade frontal a blogueiros e usuários de mídia social — como se estivéssemos roubando as notícias que linkamos — mostra como a empresa vê a web.